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Um balanço da economia brasileira em 2025

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    Edmilson Costa
  • há 4 dias
  • 12 min de leitura

Edmilson Costa*

A economia brasileira encerra o ano de 2025 com um desempenho bastante modesto, diante das necessidades dos trabalhadores e da sociedade brasileira. O produto Interno Bruto (PIB), que mede o conjunto das atividades econômicas, cresceu pouco mais de 2% até novembro de 2025, contra 3,4% em 2024. Do ponto de vista setorial, a agropecuária liderou o avanço do desempenho econômico, seguido do setor de serviços e da indústria. Isso significa que a economia brasileira reforça um padrão regressivo: crescimento apoiado em commodities e setores industriais de baixa complexidade. Mesmo que esse percentual tenha sido superior às previsões dos analistas do mercado, essa performance indica uma sensível desaceleração da economia, fato que vem sendo registrado desde o terceiro trimestre de 2024 (Gráfico 1)[1] e tudo indica que em 2026 esse percentual será ainda menor, em função das taxas de juros do Banco Central mantidas em patamares elevados por um longo período e do nível de investimento que tem se mantido medíocre ao longo de toda a política neoliberal, registrando ano passado apenas 17,3%.


Com relação ao comércio externo, a balança comercial brasileira, a exemplo dos anos anteriores e apesar das sanções impostas pelo governo Trump, apresentou uma performance bastante positiva, com um saldo projetado de mais de U$ 63,0 bilhões, muito embora esse superavit tenha sido impulsionado por exportações ligadas aos setores agroexportadores (soja, minério e carne) e de menor complexidade industrial. De acordo com os últimos dados da terceira semana do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as exportações brasileiras cresceram 4% em 2025 e somaram U$ 339,43 bilhões e as importações  totalizaram U$ 276,34 bilhões, resultando num superavit comercial de U$ 63,08 bilhões.[2] A China consolidou-se como principal parceiro comercial, funcionando como uma espécie de âncora externa do saldo comercial, com um volume de comércio mais que o dobro dos Estados Unidos (Tabela 1). Os resultados da balança comercial brasileira mais uma vez confirmam o processo de reprimarização da economia brasileira, cuja performance, se não for corrigida a tempo, com um processo de reindustrialização, especialmente nos setores de ponta da economia, haverá uma regressão social e econômica de consequências graves para o País.

Tabela 1 - Os 10 principais parceiros comerciais do Brasil

Junho de 2025 (U$ bilhões)

Países


Total


%

China


47,6


28,7

EUA


20,0


12,1

Argentina


9,1


5,5

Países Baixos

5,6


3,4

Espanha


4,7


2,8

México


3,4


2,1

Canadá


3,4


2,1

Singapura

3,1


1,9

Chile


3,1


1,9

Alemanha

2,9


1,8

Fonte: Empiricus




 

Uma questão importante a ser avaliada é o fato de que as sanções impostas pelo governo Trump não afetaram, como a oposição esperava, as exportações brasileiras, que hoje não dependem dos Estados Unidos como no passado. Mesmo que num primeiro momento tenha produzido grande barulho, em função das articulações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, a resistência do governo brasileiro, que não se dobrou às chantagens tarifárias, além do respaldo político e econômico dos BRICs, foram fatores que fizeram a diferença. Em função de problemas internos nos EUA, como inflação e pressão de empresários ligados aos setores sancionados, o governo Trump teve que recuar, desmontando a narrativa bolsonarista que espalhava o terror afirmando que o governo norte-americano iria punir o Brasil se levasse adiante o processo contra Bolsonaro e os golpistas. O recuo de Trump expôs o caráter fracassado e antipatriótico da extrema-direita bolsonarista e não impediu que a justiça julgasse e prendesse os golpistas.

A falácia da ortodoxia monetária

Um dos aspectos mais decisivos e controversos da economia brasileira em 2025 foi a política monetária implementada pelo Banco Central. Baseada na ortodoxia típica da política neoliberal como instrumento exclusivo para enfrentar a inflação e as chamadas expectativas do mercado, o Bacen, a partir de 2023, incrementou a política de elevação dos juros, que se iniciou com Roberto Campos Neto, antigo presidente do BC nomeado por Bolsonaro, e se radicalizou com Gabriel Galípolo, nomeado por Lula, cuja taxa Selic atingiu 15% ao ano e se mantém nesse patamar até hoje (Tabela 2), mesmo diante de uma inflação dentro do escopo da meta. Muitos imaginavam que a elevação da taxa de juros era uma ação de Campos Neto para sabotar a política econômica do governo Lula e, com o novo presidente do BC, esse processo seria revertido. Pura ilusão: Galípolo não só manteve a política de juros altos como aumentou as taxas para patamares estratosféricos, sendo um dos principais responsáveis pela desaceleração da economia.

Tabela 2 - Evolução da taxa Selic - 2013 - 2025 (%)*

2013




10,00

2014




11,75

2015




14,25

2016




13,75

2017




7,00

2018




6,50

2019




4,50

2020




2,00

2021




9,25

2022




13,75

2023




11,75

2024




12,25

2025




15,00

* Taxas da última reunião do Copom a cada ano


Fonte: Banco Central




 

Como afirmávamos em vários artigos anteriores, a taxa de juros é um instrumento precário e irracional para o combate à inflação porque o Banco Central não controla o fluxo internacional das commodities, nem dos insumos importados e não tem a menor influência em relação ao clima no País, o que significa que não controla as secas, enchentes e outros fenômenos naturais, e também não possui controle sobre os preços administrados da economia. Portanto, eleger a taxa de juros como instrumento exclusivo para deter a inflação é não só uma inadequação teórica como uma insanidade política, porque atinge desastrosamente o conjunto da economia: provoca encarecimento do crédito e restrição no consumo das famílias, desestimula o investimento produtivo e penaliza os setores industriais, além de provocar a desaceleração da economia, conforme podemos observar em 2025. Nessa perspectiva torna-se incompreensível o fato de que o Banco Central continue aplicando essa política insana de juros altos, mesmo que a conjuntura econômica venha demonstrando, ao longo dos anos, que essa medida só favorece os rentistas.

Ao contrário do que afirmam os escribas neoliberais, a taxa de juros não é um instrumento técnico: conforme se pode observar ao longo dos anos, essa política funciona como um cavalar mecanismo de transferência de renda do fundo público para a oligarquia financeira e particularmente para os rentistas, que são premiados com uma remuneração elevada e sem risco. Para se ter uma ideia, os rentistas receberam cerca de um trilhão de juros em 2025 (Tabela 3). Repetindo: cerca de um trilhão de juros, quantia que seria suficiente para resolver grande parte dos problemas sociais do País. Esse é um mecanismo perverso para os trabalhadores e para o País: numa conjuntura de juros elevados, torna-se mais rentável possuir ativos financeiros do que investir na produção, o que significa dizer que o Estado brasileiro, nesse ambiente de hegemonia neoliberal, opera como garantidor de ganhos milionários para os rentistas, em função do pagamento dos serviços da dívida interna, tendo como consequência  a queda do PIB e a redução do investimento público para atender as necessidades da população.

Tabela 3 - Juros nominais mensais e acumulado nos últimos 12 meses

(2025 - R$ bilhões)

Juros mensais



     Acum. últimos 12   meses       


Janeiro


40,4



910,9


Fevereiro


78,3



924,0


Março


75,2



935,0


Abril


69,7



928,4


Maio


92,1



946,1


Junho


61,0



912,3


Julho


109,0



941,2


Agosto


74,3



946,5


Setembro


84,7



984,8


Outubro


113,9



987,2


Novembro

87,2



981,9


Fonte: Banco Central - Estatísticas Fiscais





 

A minha impressão é que os paladinos do neoliberalismo brasileiro têm um enorme desprezo pelos fatos e buscam muito mais em alimentar os mitos do que encarar a realidade. A inflação encerrou o ano em 4,4% (dentro do intervalo da meta) e esse resultado é celebrado como prova da eficácia da política monetária. Ledo engano: uma análise mais rigorosa do comportamento dos preços em 2025 revela que essa leitura é sumamente enganosa porque a desaceleração inflacionária não é resultado do aumento da taxa de juro, mas consequência de fatores reais pelo lado da oferta, tendo em vista a boa safra agrícola e a queda dos preços dos alimentos. Nenhuma taxa de juros, por mais que esteja sendo manejada pelo mais brilhante dos alquimistas neoliberais, é capaz de alterar o regime de chuvas ou secas, produzir safras recordes e aumentar a produtividade agrícola. Ou seja, a inflação caiu em função do prato de comida e não do Copom. É sempre assim: o discurso neoliberal procura atribuir à política monetária um mérito que ela não possui, ao mesmo tempo em que silencia sobre os seus custos. Em vez de atacar as causas estruturais da inflação, que residem nos gargalos produtivos, concentração de mercado, custos logísticos e vulnerabilidade dos preços administrados, o neoliberalismo opta por uma pajelança genérica que sacrifica a economia e amplia a desigualdade.

Em outras palavras, a política monetária operou em outra direção, com resultados profundamente negativas para o conjunto da economia. Desacelerou o crescimento, reduziu o investimento produtivo, restringiu o consumo das famílias e aumentou o montante da dívida interna e o pagamento de juros. No entanto, o mais perverso dessa política desastrosa é a redistribuição silenciosa e brutal da renda em favor da oligarquia financeira. Sob o discurso da austeridade fiscal, trata-se de uma transferência de renda coercitiva do orçamento para os setores mais parasitários da sociedade brasileira, com implicações severas na precarização dos serviços públicos demandados pela população, na redução de direitos, garantias e salários dos trabalhadores e nas políticas públicas para a maioria da população. Combater a inflação sacrificando a capacidade produtiva e o bem estar da imensa maioria dos brasileiros é, na verdade, uma guerra das classes dominantes contra os trabalhadores para manter seus privilégios. Persistir nesse caminho significa um bloqueio a um novo projeto de desenvolvimento, com soberania nacional, baseada nos interesses populares.

A questão social não resolvida

Este foi um ano em que foram realizadas algumas medidas positivas para os trabalhadores e a população em geral, muito embora se mantenha a grave situação social da população brasileira. O governo anunciou que o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome, que tinha retornado no governo de Jair Bolsonaro. Também continuou a política de aumento real do salário mínimo, mas esse patamar salarial ainda está muito distante do valor histórico estipulado pelo Dieese para sustentar um trabalhador e sua família e muito abaixo do valor observado nos países da América Latina, a grande maioria muito menos desenvolvido que o Brasil, como Honduras, Bolívia, Guatemala, El Salvador, Paraguai, entre outros (Tabela 4). Isso significa que o Brasil é uma economia de baixos salários e, mesmo com o mecanismo positivo de reajuste do governo, os trabalhadores levariam décadas para atingir o salário do Dieese. Mas a notícia mais importante para os trabalhadores foi a isenção do imposto de renda para os trabalhadores que ganham até 5 mil reais, uma medida que vai beneficiar milhões de pessoas a partir desse ano de 2026.

Tabela 4 -Salário mínimo na América Latina - US$ junho de 2025

Costa Rica

726,0


Honduras

346,0

Uruguai

586,0


Panamá

341,0

Chile

565,0


Peru

316,0

Equador

470,0


Brasil

273,0

Guatemala

487,0


El Salvador

273,0

México

417,0


Argentina

257,0

Bolívia

398,0


Nicarágua

161,0

Paraguai

350,0


Venezuela*

1,20*

Colômbia

349,0



------------

*Valor sem considerar ajustes e bônus pagos pelo governo

Fonte: Bloomberg Línea




Ou seja, a análise da variável salarial exige abandonar uma leitura superficial e propagandista desse indicador e encarar macroeconomicamente o funcionamento estrutural da economia brasileira, marcado por um padrão de funcionamento, conforme já expomos em outros trabalhos, baseado na superexploração dos trabalhadores e na produção da permanente desigualdade social. Trata-se de uma economia que cresce pouco e distribui pessimamente a renda, mesmo com política de pequenos reajustes acima da inflação como no caso do salário mínimo, tendo em vista os baixos salários praticados na economia. Essa política é implementada não por uma fatalidade histórica ou em consequência da falta de qualificação da mão de obra, mas por uma opção das classes dominantes que construiu um modelo econômico baseado no pagamento de baixos salários, precarização do trabalho e elevada concentração de renda, fatores que limitam a expansão do mercado interno e restringem o desenvolvimento da economia.

Essa dinâmica salarial rebaixada se articula com a forma como o mercado de trabalho opera na economia. Embora as estatísticas oficiais indiquem uma queda significativa no desemprego, se tomarmos essa informação isoladamente incorreremos num grave erro. Senão vejamos: a PNAD Contínua, do IBGE, anunciou que a taxa de desemprego em dezembro de 2025 caiu para 5,2%, correspondendo a 5,6 milhões de desempregados, o menor índice desde que se iniciou a aferição desse indicador, em 2012. Na mesma informação, se anuncia que a população desalentada, que já desistiu de procurar emprego, é de 2,6 milhões. Então, temos um desemprego de 8,2 milhões de trabalhadores, o que significa uma força de trabalho numerosa sem trabalho.  A esse contingente podemos acrescentar 38,8 milhões de trabalhadores na informalidade e ainda 19,9 milhões de subutilizados, indicadores que revelam uma enorme precariedade do mercado de trabalho brasileiro (Tabela 5).

Tabela 5 - Mercado de trabalho brasileiro, 2025

Taxa de desocupação

 

5,20%

População Ocupada



103 milhões

População Desocupada


5,6 milhões

Pop. Desalentada



2,6 milhões

Pop. Sub. por insuficiência de horas

4,5 milhões

População subutilizada


15,4 milhões

Emp. Setor Privado



53,0 milhões

Emp. c/ Cart. Assinada


39,4 milhões

Emp. Setor Público



13,1 milhões

Trab. Conta Própria



26.0 milhões

Trabalhadores Informais


38,8 milhões

PNAD Contínua, Dez. 2025



Em outras palavras, o mercado de trabalho brasileiro não é essa maravilha cor de rosa pintada pelo governo, mas um ambiente profundamente precário. Primeiro: o próprio índice de desemprego oficial produz uma imagem artificialmente otimista, uma vez que o método de aferição do desemprego realizado pelo IBGE considera ocupada qualquer pessoa que tenha realizado alguma atividade remunerada, ainda que eventual ou intermitente na semana de referência da pesquisa. Isso significa que “bicos”, trabalhos intermitentes ou serviços eventuais entram nas estatísticas como trabalhador empregado, o que mascara as estatísticas oficiais. Segundo: os desalentados, ou seja, aquelas que desistiram de procurar trabalho, não aparecem como desempregados nas estatísticas da PNAD. Portanto, o desemprego real na economia brasileira é muito maior do que os indicadores que as estatísticas oficiais revelam.

Mas um dos dados que revelam de maneira mais categórica a dramaticidade do mercado de trabalho do País é o número de trabalhadores na informalidade: são 38,8 milhões que não conseguiram acesso ao mercado formal com direitos, férias, 13º. Salário, descanso semanal remunerado, entre outros. Esses trabalhadores, diante da necessidade de sobrevivência, recorrem a atividades precárias sem proteção social, garantias previdenciárias e com rendimentos instáveis. Diante dessa situação, o governo, as classes dominantes e os meios de comunicação apresentam o empreendedorismo como tábua de salvação, transformando a precariedade em virtude individual, desde que o trabalhador passe a ser “empreendedor de si mesmo”, o que vai lhe abrir fronteiras de prosperidade, sem horário fixo nem patrão. Trata-se de uma manobra esperta para esconder a realidade, porque desloca para o indivíduo a responsabilidade que deveria ser do Estado, enfraquecendo a perspectiva de resolução coletiva do problema e a organização política dos trabalhadores.

Conclusão

A economia brasileira, em 2025, mais uma vez demonstrou ser uma estrutura baseada nos baixos salários pagos aos trabalhadores, na elevada precarização do trabalho, na brutal transferência de renda do fundo público para a oligarquia financeira, grande concentração da renda e índices de crescimento modestos, processo que se reproduz, sob novas roupagens discursivas, ao longo dos vários anos, independente do governo de plantão. Além disso, o modesto crescimento do PIB, apoiado majoritariamente nos produtos do agronegócio e em produtos industriais de baixa complexidade, revela que continua em desenvolvimento a reprimarização da economia, um processo regressivo que pode levar o Brasil a retornar à condição de nação agrária-exportadora, posição que o País superou a partir da revolução burguesa de 1930.

Um dos fatos mais graves que se conecta a essa conjuntura é a hegemonia da política neoliberal que vem sendo implementada desde o início da década de 90 e que, em sua essência, continua no governo Lula apesar da narrativa em contrário e de algumas medidas de compensação social. A política monetária do Banco Central tem sido um mecanismo consciente de enorme transferência de renda do fundo público para os rentistas, mediante as taxas de juros insanas. Para se ter uma ideia da essência da política econômica basta dizer que enquanto o governo desembolsou cerca de um trilhão de reais (eu disse um trilhão) com pagamento dos juros em 2025, gastou somente 158 bilhões com o Bolsa Família, um programa que atende 18,9 milhões de famílias e 49,4 milhões de pessoas.[3] Ou seja, contrariando a narrativa, o Estado brasileiro  se comportou, em 2025, como uma espécie de Comitê Executivo da oligarquia financeira, subordinando o investimento público, o crescimento econômico e política social às exigências das classes dominantes.

O resultado do PIB no ano passado desmascara a retórica da ortodoxia neoliberal nas suas vertentes principais: a queda nos preços foi resultado da boa safra agrícola e da queda nos preços dos alimentos e não da política monetária. Pelo contrário, como o Banco Central não tem condições de influenciar o clima do País, o resultado da alta dos juros serviu apenas para desacelerar a economia, além do fato de impor ao País um enorme custo social. Além disso, apesar da retórica triunfalista do governo, o mercado de trabalho brasileiro é extremamente precário, tanto do ponto de vista do enorme contingente de trabalhadores na informalidade, quando dos subutilizados e do próprio desemprego oficial, que não consegue captar a dinâmica real do precariedade do mercado de trabalho, cuja insegurança e instabilidade atinge a maioria dos ocupados no País.

Nesse contexto, a economia brasileira não pode continuar prisioneira do neoliberalismo, que nesses 36 anos de implantação no País, destruiu a industrialização, levou à obtenção de taxas anuais de crescimento medíocres, bloqueou o desenvolvimento econômico e a expansão do mercado interno, aprofundou a economia de baixos salários e a precarização do mercado de trabalho e busca de todas as formas inviabilizar qualquer tipo de projeto nacional de desenvolvimento. Por isso, é necessário romper com esse padrão de desenvolvimento e construir um novo rumo para o Brasil, de forma a reorientar a política econômica na perspectiva dos interesses populares, na perspectiva futura do poder popular e do socialismo.


*Edmilson Costa é doutor em economia pela Unicamp e secretário geral do PCB.

 

 


[1] IPEA: Carta de Conjuntura, No. 19. Quarto trimestre, 2025.

[2] MDIC – Secretaria de Comércio Exterior. https://balanca.economia.gov.br. Acesso em 31 de dezembro, 2025.

[3] Os dados sobre os gastos com o Bolsa Família são do Poder 360 e podem ser acessados em: https://www.poder360.com.br/ . Acesso em 2 de janeiro de 2026.

 

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